[5.6] Acessibilidades21

Plano de Mobilidade
[Domínio: Política & Integração]

O trafego em Almada duplicou entre 1996 e 2001, afectando em particular as áreas de acesso à cidade na hora de ponta, mas tendo também um efeito negativo em áreas residenciais e comerciais. Este aumentos de tráfego deram-se devido ao número crescente de residentes e trabalhadores no Concelho. Outros factores que contribuíram para este fenómeno foram o aumento do número das famílias com carro e o aumento do número de vias na ponte 25 de Abril, o principal acesso a Lisboa. Cerca de 35 mil veículos/dia, atravessam zonas residenciais com o objectivo de chegar a Lisboa ou ao concelho do Seixal e existem cerca de 140 mil veículos no centro da cidade embora em muitas áreas já não seja possível aumentar a capacidade das vias. Este enorme volume de tráfego gera níveis de poluição e de ruído insustentáveis, cria graves problemas de segurança rodoviária e de degradação do espaço público.

Esta situação leva a que se torne cada vez mais urgente controlar e gerir melhor a utilização do automóvel, criando ao mesmo tempo alternativas viáveis de acesso à cidade. Acabar com esta realidade só será possível se disciplinarmos de forma mais racional a utilização do automóvel e mudarmos a atitude de cada um nós.

A oferta de transporte colectivo, a criação de zonas onde possamos andar a pé e de bicicleta com conforto e segurança, o controlo e fiscalização do estacionamento ilegal, a construção de parques dissuasores nas zonas limítrofes da cidade e a requalificação do espaço público, fazem parte do conjunto de respostas a dar a curto - médio prazo com a entrada em funcionamento do Metro Sul do Tejo e implementação faseada do Acessibilidades 21.

Este é o primeiro estudo global de mobilidade urbana e acessibilidades concluído e com medidas aplicadas a nível nacional. Os vários passos da concepção deste estudo, passam pela forma como foi feita a análise e o diagnóstico da circulação rodoviária, estacionamento e transportes públicos no concelho de Almada (com contagens de trânsito, análise dos cruzamentos, análise do perfilamento das vias, semaforização utilizada , entre outros aspectos).

Os objectivos pretendidos com a aplicação do Acessibilidades 21, incluem conseguir alcançar em Almada uma mobilidade sustentável com melhor qualidade de vida; espaços públicos qualificados, menos poluição, mais segurança, estímulo à utilização de transportes colectivos e aos modos não motorizados, melhor acessibilidade para todos e garantia da integração do MST na cidade. A integração de um meio de transporte acessível, rápido, eficaz seguro e amigo do ambiente como é o MST é a chave para a melhoria da mobilidade na margem sul, tendo sido também uma das motivações para a elaboração do plano em questão.

Outro objectivo deste plano é o conceito multimodal de circulação, segundo o qual o Plano de Mobilidade contempla a intermodalidade entre todos os meios de transporte, com a relevância de se dar preferência aos meios de transporte colectivos rodoviários, fluviais, ferroviários (com destaque para o MST) e aos modos suaves de deslocação (peões e bicicletas).

O Plano de Mobilidade de Almada já está a ser aplicado no terreno desde 2003. As acções já concretizadas, nomeadamente no âmbito do plano de circulação, incluem medidas de acalmia do tráfego rodoviário, criação de cruzamentos e passadeiras sobre elevadas e o recurso a nova tecnologia luminosa junto a passadeiras. Também foram postas em prática medidas relativas à gestão do estacionamento, com a criação da ECALMA EM (Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada) e com a elaboração em curso de novos regulamentos municipais. No âmbito da semaforização foram instalados novos semáforos «inteligentes».

As propostas preconizadas pelo Acessibilidades 21 não se limitam ao concelho de Almada, mas têm também em conta a melhoria da mobilidade e acessibilidades com os concelhos vizinhos. A nível local, as grandes propostas inovadoras incluem as chamadas zonas 30, onde é este o limite máximo de velocidade.


Obras no terreno no âmbito do Acessibilidades 21